A governança corporativa compreende um conjunto de elementos interdependentes, configurados em estruturas internas a uma determinada organização a fim de guiar a tomada de decisão gerencial. No modelo gerencial aplicado à administração pública, elementos novos são incluídos nessa estrutura com o objetivo de: aumentar a eficiência de seus mecanismos; clarificar a ligação entre os tomadores de decisão e os resultados de suas ações; e, principalmente, descentralizar a capacidade de gestão. Esses mecanismos estão intimamente conectados à busca por maior flexibilidade na ação estatal. Entre os obstáculos encontrados na aplicação desses objetivos, é possível destacar:
  • A. rigidez das estruturas burocráticas, que impedem a inclusão de novos mecanismos em sua organização;
  • B. problemas de coordenação e incoerência entre a formulação e a implementação de políticas públicas;
  • C. coordenação centralizada na formulação e na implementação de políticas públicas;
  • D. ambiguidade das estruturas burocráticas, que dificultam o controle sobre o processo de tomada de decisão;
  • E. desinteresse político na inclusão desses elementos, em virtude dos custos elevados de fiscalização e controle das estruturas.