O grande desafio (Costa e Castanhar, 2003, p. 987) para a disseminação da prática da avaliação de projetos no setor público é, sem dúvida, encontrar formas práticas de mensurar o desempenho e fornecer ao responsável pela gestão dos programas sociais, bem como aos demais atores envolvidos, informações úteis para a avaliação sobre os efeitos de tais programas, necessidade de correções, ou mesmo da inviabilidade do programa. Dificuldades metodológicas acabam levando à utilização de indicadores que se aplicam, predominantemente, aos aspectos da produção dos programas (alcance das metas, ou objetivos).

Essa dificuldade prática pode levar os gestores de programas públicos a caírem na armadilha de:

  • A. construir a matriz avaliativa a partir da ampla participação e envolvimento dos formuladores da política pública;
  • B. praticar a administração por desempenho e não a aferição do desempenho;
  • C. incluir nos processos avaliativos variáveis relativas aos contextos avaliados;
  • D. considerar os processos de aferição como um fim em si mesmo;
  • E. utilizar o aprendizado com as experiências práticas para a superação das dificuldades conceituais e operacionais.