Uma empresa familiar de médio porte valorizava a hierarquia, a lealdade e a assiduidade dos empregados, a promoção por “tempo de casa” e o tratamento cortês entre os colaboradores. Todos os colaboradores se referiam à empresa como “uma grande família”. Após a morte do fundador, sua filha assumiu a presidência disposta a transformar a empresa. Sua primeira iniciativa foi implantar, por decisão própria, o método de avaliação 360 graus como forma de “conhecer a verdadeira opinião de todos os colaboradores”, atribuindo à área de recursos humanos a incumbência de conduzir o processo. O resultado foi desastroso: os empregados sem posição de chefia dividiram-se entre não manifestar qualquer opinião e atacar enfaticamente os chefes; os gerentes sentiram-se acuados e constrangidos durante o processo. Entre as possíveis razões para a iniciativa ter fracassado, pode-se apontar que a avaliação 360 graus:
  • A. só é adequada para colaboradores experientes e com excelente formação;
  • B. só é indicada para a alta cúpula da empresa;
  • C. deve ser condizente com a cultura da empresa e com as demais práticas de gestão de pessoas;
  • D. só é indicada para empresas de estrutura orgânica e cultura inovadora;
  • E. deve ser aplicada após a redefinição da estratégia e da estrutura organizacional.