“Governança pode ser interpretada como a face aceitável dos cortes de gastos”: uma afirmação polêmica que revela sua ambiguidade. Se, de um lado, ela propõe ser uma abordagem neutra, visando descrever transformações identificadas nos modernos sistemas político-administrativos, existem, de outro, evidências claras do pano de fundo ideológico das diferentes concepções. Nesse sentido, a mobilização e a organização dos saberes podem ser abordadas tanto a partir da lógica e das necessidades administrativas quanto sob a bandeira da emancipação social e política (Frey, 2007, p. 138).

Portanto, é possível distinguir entre versões de governança que enfatizam, como objetivo principal, o aumento da eficiência e efetividade governamental, e outros que focalizam primordialmente:

  • A. a potencial redução da participação social na elaboração de políticas públicas;
  • B. o potencial democrático de novas abordagens de governança;
  • C. a necessidade de uma tomada de decisão mais focada na autoridade central;
  • D. o caráter competitivo entre organizações nacionais, regionais e locais;
  • E. as diferenças entre a administração pública burocrática e a gerencial.