Do ponto de vista da história da Antropologia, o trabalho de campo intensivo e de longa duração representou uma verdadeira revolução na pesquisa antropológica. Acerca desse assunto, julgue os itens a seguir.

I A pesquisa etnográfica constitui-se do exercício do olhar (ver) e do escutar (ouvir) que impõe ao pesquisador um deslocamento de sua própria cultura para se situar no interior do fenômeno por ele ou por ela observado, pela sua participação efetiva nas formas de sociabilidade, por meio das quais a realidade investigada se lhe apresenta.

II Considera-se a pesquisa de campo como uma etapa do método histórico que busca, em última instância, colocar as várias sociedades estudadas pelos antropólogos em uma escala evolutiva única.

III O antropólogo brasileiro Roberto Cardoso de Oliveira recorreu a uma expressão em inglês para definir a experiência de escrever sobre a experiência de observar o “outro” e escutar o “outro”: Semantical Gap. Isto quer dizer que o antropólogo vivencia, seja na interação face a face, seja no ato de refletir sobre essa experiência, o momento de descoberta do “outro”, e é este o momento no qual o pesquisador faz um retorno a si mesmo, porque ele também se redescobre nessa descoberta.

IV Se o método etnográfico é composto por inúmeros procedimentos, incluindo levantamento de dados de pesquisa probabilística e quantitativa (demografia, morfologia, geografia, genealogia etc.); a observação direta é sem dúvida a técnica privilegiada para investigar os saberes e as práticas na vida social e reconhecer as ações e as representações coletivas na vida humana.

V O antropólogo reconhece, ao se relacionar com o “outro” na pesquisa de campo, uma similitude, uma aproximação, uma ponte entre valores que são definidos, desde a fundação da premissa de estranhar o “outro”, como parte do relativismo cultural.

A quantidade de itens certos é igual a

  • A.

    1

  • B.

    2

  • C.

    3

  • D.

    4

  • E.

    5