A idéia de que a alteridade é um aspecto fundante da antropologia, sem a qual a disciplina não reconhece a si própria está presente em autores como Roberto da Mata e Marisa Peirano. Esta última desenvolve o argumento que a tendência da Antropologia no Brasil tem sido a de tomar o Brasil como caso etnográfico privilegiado. No artigo “Antropologia no Brasil” esta autora apresenta uma tipologia onde pretende abarcar os quatro movimentos principais da Antropologia no Brasil: a alteridade radical; o contato com a alteridade; a alteridade próxima; a alteridade mínima. Estes movimentos equivalem respectivamente a
  • A. os estudos evolucionistas; os estudos relativistas; os estudos regionalistas; os estudos hermenêuticos.
  • B. os estudos que transformam o familiar em exótico; os estudos que transformam o exótico em familiar; os estudos que relativizam os conceitos de familiar e exótico; os estudos que filtram a realidade (familiar ou exótica) do ponto de vista do observador.
  • C. as concepções iluministas; as concepções românticas; as concepções multiculturalistas; as concepções interpretativistas.
  • D. os estudos de populações indígenas; a relação da sociedade nacional com grupos indígenas; os estudos de Antropologia Urbana; os estudos da própria Antropologia sob uma perspectiva antropológica.
  • E. os estudos de populações indígenas; os estudos de populações afro-descendentes; os estudos de grupos migrantes; os estudos do multiculturalismo.