Para a antropóloga Dominique Gallois, “o contato coloca um grupo indígena diante de lógicas espaciais diferentes da sua e que passam a ser expressas também em termos territoriais. (...) o contato é um contexto de confronto entre lógicas espaciais. Por este motivo, as diversas formas de regulamentar a questão territorial indígena implementadas pelos Estados Nacionais não podem ser vistas apenas do ângulo do reconhecimento do direito à “terra”, mas como tentativa de solução deste confronto.” Na base deste pensamento está o argumento de que:
  • A. Há uma distinção entre o conceito jurídico de Terra Indígena e a compreensão antropológica da territorialidade concebida e praticada por diferentes grupos indígenas.
  • B. O conceito jurídico de Terra Indígena deve se equivaler à concepção antropológica de territorialidade.
  • C. Há uma equivalência entre o conceito jurídico de Terra Indígena e as diferentes relações de apropriação do espaço pelos grupos indígenas.
  • D. O contato é prejudicial para os grupos indígenas.
  • E. O conceito jurídico de Terra Indígena não pode ser aplicado em grupos indígenas muito expostos ao contato.