As técnicas de escavação não são universalmente válidas possuindo características diversas em épocas e ambientes culturais diferentes. As técnicas não são neutras, pois derivam dos pressupostos epistemológicos e, em última análise, político-culturais subjacentes à prática arqueológica e, ainda, as técnicas são diferentes tendo em vista a satisfação de objetivos diversos. Essa constatação levou o arqueólogo M. Wheeler a afirmar que não há técnicas corretas de fazer arqueologia, mas muitas erradas. Não obstante, ele propôs técnicas de escavação que ficaram conhecidas como "método Wheeler", que compreendem

  • A.

    o desenterramento de grandes estruturas fixas como muros, colunas, pavimentos etc. e a recuperação de objetos preciosos por meio da realização de trincheiras e sondagens usando instrumentos como a pá e picareta; o material não-pertencente à cultura em estudo era jogado fora.

  • B.

    a escavação em grande superfície e notação tridimensional detalhada dos vestígios encontrados nos estratos. No método da decapagem, cada objeto é cuidadosamente solto até sua base com a ajuda de uma espátula de dentista e de um pincel.

  • C.

    a delimitação no terreno da área a ser escavada por quadrículas, a preservação de testemunhos entre essas, a transcrição gráfica do corte estratigráfico a partir das 2 paredes preservadas em cada quadrícula; a numeração dos estratos no corte da parede; a atribuição dos artefatos aos estratos numerados.

  • D.

    a prospecção intensiva da área em estudo com objetivo de selecionar os sítios a serem escavados na sua totalidade, com o intuito de obter uma visão sincrônica e diacrônica do conjunto.

  • E.

    a seção cumulativa, que consiste na escavação de um estrato até uma linha pré-estabelecida, onde se desenha a seção. A seção cumulativa sobre uma grande superfície restitui uma visão do solo de habitação muito próximo daqueles que tinham seus habitantes no momento de sua partida.