Segundo o arquiteto Flávio Villaça:

“A densidade demográfica urbana não é mera e irrelevante “formalidade”. Tem profundas implicações sobre os custos de urbanização, sobre o planejamento do espaço urbano, sobre a paisagem urbana, sobre o tráfego e o sistema de transportes, sobre o meio ambiente, sobre investimentos e políticas públicas urbanas. Problemas ambientais como a preservação da flora e fauna e a impermeabilização do solo são diferentes em uma e outra forma. Na periferia da Área Metropolitana de São Paulo, há condomínios fechados que ocupam áreas maiores que a da própria cidade-sede do município em que se encontram, apresentando sérios bloqueios ao tráfego e à expansão urbana. Não se trata de ser necessariamente contra ou a favor de uma ou de outra forma, mas, sim, de ter consciência das diferenças e fazer com que o planejamento urbano, a tributação e a distribuição social dos ônus das externalidades criadas conduzam a políticas públicas e posicionamentos adequados por parte dos governos, especialmente dos municipais.” VILLAÇA, Flávio. Espaço intra-urbano no Brasil. São Paulo: Studio Nobel: FAPESP: Lincoln Institute, 2001. p. 185.

Qual o instrumento usualmente utilizado, no planejamento urbano, para ordenar a densidade demográfica de uma cidade, ou setor dela?

  • A. Índice de aproveitamento.
  • B. Taxa de ocupação.
  • C. Regime volumétrico (alturas e afastamentos).
  • D. Quota ideal de terreno mínima por economia.
  • E. Garagens e estacionamentos.