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Ana Mae, numa reflexão sobre a questão da multiculturalidade da arte e do museu, refere-se aos reclames dos dirigentes de museus contra os cânones culturais hegemônicos a eles impostos pelos conselhos e pelos patrocinadores. A principal queixa é a de que os museus refletem, apenas, a cultura de uma classe social, da classe dominante, a cultura do código alto, recusando-se a examinar a produção estética numa perspectiva multiculturalista, que transcenda os limites sociais. As exposições preferidas dos patrocinadores, corporações e governos, são de uma arte que supostamente está acima da contextualização político-social, que buscam refletir a sua glória pela associação com obras-de-arte descontextualizadas, porque são mais fáceis de inserir num sistema de significado mais amplo. Considerando a afirmação acima, assinale "V" para verdadeiro e "F" para falso.

( ) Os museus estabelecem uma hierarquia oficial, valorizando a obra-de-arte que pode ser de grande qualidade, biodegradável, sem resíduos sociais, sem ressonâncias psicológicas, sem contato com a massa e de compreensão restrita à classe que a produz.

( ) Quanto mais ignorante esteticamente o público, mais fácil a recontextualização de acordo com os desígnios do patrocinador. Este tipo de flexibilidade é uma das máscaras da cultura global.

( ) A maioria dos museus apenas reforça o circuito comercial. Estão tendo seu troco. Reforçam tanto, que agora não podem competir com os altos preços do mercado que ajudaram a disparar e deixam de comprar as obras que seriam importantes para sua coleção, perdendo para grandes investidores.

A correlação CORRETA é

  • A.

    V – F – F.

  • B.

    F – V – F.

  • C.

    V – V – F.

  • D.

    F – F – F

  • E.

    V – V – V