Sem o olhar fecundador do artista, a matéria é inerte e muda: apenas aquele olhar formativo desperta-a para a vida da arte. Os problemas técnicos não se impõem ao artista, mas é ele quem sabe fazê-los nascer da matéria que lhe foi entregue pela tradição; a técnica, de per si, só forma o artesão, mas é o artista quem sabe torná-la capaz de mostrar a arte; a matéria pode ser resistência, obstáculo, causa de malogro, e é o artista quem sabe fazer dela uma ocasião, um veículo, uma garantia de êxito.

Este pensamento de Luigi Pareyson, reflete-se no pensamento dos estudiosos contemporâneos do ensino de arte que afirmam:

I. A exploração dos materiais é uma ação pedagógica necessária.

II. É necessário atribuir significados à matéria, pois ela também dá suporte à poética do artista.

III. A técnica pode refletir o contexto sócio-histórico-cultural de quando foi utilizada, e sua compreensão facilita perceber o significado das rupturas.

IV. Conhecer o processo de criação do artista permite perceber não somente sua poética pessoal, suas temáticas, as influências estilísticas, mas também o modo como enfrentou a resistência das matérias que escolheu para trabalhar.

É correto o que se afirma em:

  • a.

    III e IV, apenas.

  • b.

    II e III, apenas.

  • c.

    II, III e IV, apenas.

  • d.

    I, III e IV, apenas.

  • e.

    I, II, III e IV.