O milho transgênico Bt possui o gene Cry do Bacillus thuringiensis, produzindo uma endotoxina tóxica para os insetos que se alimentam da planta. Embora o milho Bt tenha se tornado resistente às pragas, os pesquisadores temem que insetos resistentes à endotoxina sejam selecionados, o que iria forçar a produção eventual de um novo milho transgênico. Para evitar isso, recomendou-se que os fazendeiros que plantam o milho Bt, plantem também no mesmo cultivar Bt, cerca de 20% de milho selvagem, não-transgênico. A racional dessa medida é:
  • A. a fração do milho não-transgênico presente no cultivar atrairia os insetos, o que diminui a probabilidade de que insetos resistentes sejam selecionados na área de milho Bt; como essa área é pequena, não haveria prejuízo para os plantadores;
  • B. a presença do milho não-transgênico possibilitaria a polinização entre o milho Bt e o milho selvagem; isso aumentaria a diversidade intra-cultivar de maneira a diminuir as chances de aparecimento de insetos resistentes;
  • C. o milho não-transgênico abrigaria uma população relativamente maior de insetos não-resistentes; ao acasalar-se com os poucos insetos resistentes da área de milho Bt, os insetos descendentes seriam predominantemente não-resistentes;
  • D. a presença do milho não-transgênico aumentaria a freqüência de heterozigotos na população, o que atenuaria a ação da endotoxina; havendo uma sobrevivência maior dos insetos, a probabilidade de aparecimento de resistência diminuiria;
  • E. qualquer população em equilíbrio de Hardy-Weinberg requer que haja no mínimo uma alteração de 20% na freqüência de genótipos selvagens; a plantação de 20% de milho não-transgênico produziria tal desequilíbrio, preservando o alelo de resistência.