Medicina Especialidade Cardiologia

Uma senhora com 80 anos de idade, hipertensa e diabética, em uso regular de losartana e metformina, relatou que, há dois dias, apresentou quadro de dispneia aos mínimos esforços (durante a realização de cuidados de higiene pessoal) e que, nas últimas duas horas, a dispneia intensificou-se e passou a ocorrer ao repouso, acompanhada de mal-estar, tontura e sudorese. Ela nega dor precordial. No exame físico, a paciente estava normocorada, com extremidades quentes; FC = 98 bpm; SAO2 = 90%; PA = 100 mmHg × 70 mmHg; turgência jugular a 45º; com estertores crepitantes auscultados até o terço médio dos campos pulmonares; o ictus cordis era propulsivo, localizado no quinto espaço intercostal esquerdo e na linha axilar anterior esquerda; ritmo cardíaco em três tempos (à custa de quarta bulha); presença de sopro holossistólico mais bem audível no foco mitral, com irradiação para a axila esquerda grau 2 de Levine; sem edema de membros inferiores. O restante do exame físico foi normal. As dosagens da CK-MB e da troponina na admissão foram normais. O ECG revelou apenas alterações difusas e inespecíficas da repolarização ventricular e provável hipertrofia ventricular esquerda. Foi submetida a ecocardiograma.

 Acerca desse quadro clínico, julgue os itens que se seguem.

Com base na história clínica, nos dados obtidos pelo exame físico e nos exames complementares citados, não está recomendada a realização de cateterismo cardíaco (cineangiocoronariografia) nessa paciente com a intenção de diagnosticar doença arterial coronária como possível etiologia desse quadro.

  • C. Certo
  • E. Errado