Medicina Especialidade Clínica Geral

Um paciente de dezenove anos de idade compareceu à consulta, relatando que, havia um ano, sofria de níveis pressóricos elevados, associados à cefaleia occipital. Desde então, faz uso de hidroclorotiazida, anlodipino e atenolol em doses máximas, porém sem controle adequado dos níveis pressóricos. Os exames complementares revelaram os seguintes resultados: sódio = 142 mEq/L; potássio = 4,8 mEq/L; ureia = 24 mg/dL; creatinina = 0,8 mg/dL; glicemia de jejum = 83 mg/dL; colesterol total = 140 mg/dL; triglicérides = 106 mg/dL e ácido úrico = 5,1 mg/dL. A análise da urina não mostrou anormalidades. A radiografia de tórax revelou área cardíaca aumentada e trama vascular pulmonar normal. O eletrocardiograma mostrou hipertrofia ventricular esquerda. No momento da consulta, o paciente encontrava-se assintomático. Ao exame físico, apresentou pressão arterial de 162 mmHg × 106 mmHg, frequência cardíaca de 58 bpm, bulhas normofonéticas e sopro sistólico amplo em crescendo-decrescendo, audível em todo o precórdio e com diminuição dos pulsos pediosos. Os demais dados do exame físico não apresentaram alterações significativas.

Com base nesse caso clínico, julgue os itens subsecutivos.

Visando o controle pressórico e a redução da morbimortalidade em longo prazo, é indicado, nesse caso, o tratamento clínico com o uso permanente de inibidor da enzima de conversão da angiotensina.

  • C. Certo
  • E. Errado