Medicina Especialidade Gastroenterologia

Texto para as questões 79 e 80

Uma paciente moradora de rua, com quarenta e cinco anos de idade, etilista, foi atendida no serviço de emergência, com queixa de dor abdominal aguda, de forte intensidade, associada a náuseas e vômitos, com início havia seis horas. Ao exame, a paciente estava normocorada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril. Durante o exame do abdome, a paciente relatou dor epigástrica, mas não apresentou sinais de irritação peritoneal. Os demais aspectos do exame não apresentaram alterações. O valor da amilase foi dosado, com resultado de 600 UI (valor normal até 120 UI). No dia seguinte, foi realizada uma ecografia que, contudo, não demonstrou litíase biliar ou dilatação da árvore biliar.

Ainda com relação ao caso clínico acima apresentado, considere que o médico assistente tenha requerido radiografia do abdome, tomografia computadorizada, colangioressonância nuclear magnética e dosagem de triglicerídeos, cujos resultados apresentaram-se normais. Considere, ainda, que, após alta, em seguimento ambulatorial por quatro meses, a paciente tenha sido novamente internada por dois meses, em decorrência de episódio semelhante. Diante dessa situação, o médico assistente solicitou uma ecoendoscopia. Com base nessas informações, assinale a opção correta acerca da ecoendoscopia na pesquisa etiológica da pancreatite idiopática.

  • A.

    Se o resultado da ecoendoscopia indicar normalidade, deve-se proceder a uma punção/biópsia guiada por tomografia.

  • B. O resultado da ecoendoscopia normal torna improvável o diagnóstico de pancreatite crônica.
  • C.

    A ecoendoscopia não tem indicação para estudo do pâncreas, portanto não deve ser utilizada.

  • D.

    Se houver suspeita de pancreatite crônica, a ecoendoscopia é totalmente contraindicada.

  • E.

    A ecoendoscopia é contraindicada para a pesquisa de microcálculos.