Medicina Especialidade Ginecologia

Mulher de 26 anos, solteira, nuligesta, procura atendimento de urgência com queixa de dor em baixo ventre há cerca de uma semana. Nega alterações urinárias ou gastrointestinais. Sua última menstruação normal se encerrou há cerca de 4 dias. Refere parceiro sexual único, tendo o relacionamento se iniciado há cerca de dois meses; e uso de preservativo como método anticoncepcional, mas apenas no período fértil. Apresenta bom estado geral, temperatura axilar de 38,3 °C, dor à palpação do abdome inferior, negativa à manobra de descompressão brusca e ruídos hidroaéreos presentes. Ao exame ginecológico, constatou-se hiperemia no colo uterino com secreção amarelada pelo orifício externo, presença de leucorreia amarelada e, ao toque vaginal, dor significativa à mobilização do útero, sem massas palpáveis. O quadro é sugestivo de

  • A.

    salpingite e o próximo passo essencial é realizar laparoscopia para confirmar essa hipótese e, caso positivo, tratar com penicilina G benzatina intramuscular em dose única de 1,2 milhão de unidades.

  • B.

    doença inflamatória pélvica aguda, com etiologia provavelmente polimicrobiana. A ceftriaxona intramuscular seria opção terapêutica apropriada.

  • C.

    pelve-peritonite, provavelmente por bactérias do gênero Neisseria, por isso, a drenagem de abscessos por via laparoscópica se impõe.

  • D.

    salpingite polimicrobiana, que geralmente decorre de disseminação hematogênica dos micro-organismos até as tubas uterinas.

  • E.

    salpingite leve de tratamento ambulatorial por meio de penicilina G benzatina intramuscular em dose única de 1,2 milhão de unidades.