Medicina Especialidade Homeopatia

Texto III, para responder às questões de 39 a 42.

Paciente masculino, dezoito anos de idade, procurou o consultório homeopático para tratamento de um quadro de acne severa resistente aos tratamentos convencionais dermatológicos, que faz desde os treze anos de idade. Apresentava pele extremamente oleosa, com muitos comedões, pústulas e pápulas hiperemiadas e bastante dolorosas. Percebiam-se, ainda, várias cicatrizes atróficas e hipertróficas róseas. Apresentava-se bem vestido, combinando cores nas roupas e cabelos bem penteados e de corte moderno. Embora respondesse tranquilamente às perguntas, sempre olhava para a mãe, como que solicitando ajuda. A mãe dizia que o filho era bastante tímido, mas sempre foi vaidoso e caprichoso consigo mesmo e com seus pertences. Dócil e solícito com amigos e irmãos, mas não chegava a ser submisso. É aluno aplicado, inteligente e de bom comportamento. Embora tímido, tem vários amigos, tanto meninos quanto meninas, mas a mãe algumas vezes o surpreendeu triste, com lágrimas nos olhos. Em conversas com irmão mais velho, dizia odiar aquelas espinhas e nessas ocasiões socava a parede ou o travesseiro. O paciente foi prescrito com uma dose única de um medicamento na 30CH. Retornou após sessenta dias apresentando grande melhora da acne e dizendo estar muito feliz com o tratamento. A mãe, entretanto, relata que, apesar de reconhecer a melhora da pele, observou que o comportamento do filho mudou muito. No período, compareceu à escola do filho por duas vezes por reclamações quanto ao seu comportamento agressivo (brigou com colegas de sala, colocando-se numa postura de superioridade). Em casa, estava irritado e respondão e, quando interpelado, dizia apenas que tinha deixado de ser bobo e bonzinho. Foi difícil convencê-lo a retornar à consulta, já que se encontrava muito satisfeito com os resultados do tratamento.

Considerando o caso clínico apresentado no texto III, assinale a alternativa correta quanto à evolução miasmática do caso.

  • A.

    O paciente, na primeira consulta, apresentava-se como psórico; na segunda, houve uma mudança para o miasma sicótico, o que é considerado uma piora miasmática.

  • B.

    Na primeira consulta, o caso apresentava-se sicótico pelas lesões purulentas; o paciente voltou à segunda consulta menos sicótico pela melhora clínica, que é uma melhora miasmática.

  • C.

    O paciente apresentou-se psórico na primeira consulta e sifilítico na segunda, por estar mais agressivo, o que indica uma piora miasmática.

  • D.

    Não houve alteração na evolução miasmática do caso.

  • E.

    O paciente apresentou-se psórico na primeira consulta, e, na segunda, houve uma diminuição da intensidade dos sintomas psóricos, o que indica boa evolução miasmática.