Medicina Especialidade Infectologia

Paciente do sexo masculino, 52 anos, portador do vírus HIV, com diagnóstico há 3 meses. Na ocasião, CD4 era de 35 cel/mm3. Há um mês, notou início de astenia, seguida de temperatura de 38º a 39ºC diária, associada à dispneia aos médios esforços. Chegou a procurar assistência médica, que solicitou um RX de tórax, com laudo normal, sendo-lhe prescrito o medicamento amoxacilina. Na evolução, notou que surgiu tosse seca e piora da dispneia, agora a pequenos esforços. Buscou atendimento médico e foi internado. Ao exame físico, apresentava regular estado geral, consciente, PA = 110/70 mmHg, FC = 110 bpm, FR= 42 ipm, temp= 39º C, pulsos cheios, cianose de extremidade, presença de tiragem supraclavicular e candidose oral acentuada. A ausculta pulmonar apresentou-se sem ruídos adventícios. O murmúrio vesicular era simétrico. Hemograma acusou anemia discreta, normocrômica e normocítica, leucopenia e linfopenia. A desidrogenase láctica (DHL) era igual a 998 mg/DL. Gasometria arterial indica pO2= 50 mmHg e Sat02= 80%, colhidos em ar ambiente. Repetido o RX de tórax, o laudo mostrou-se normal. Dado esse quadro, indique a hipótese diagnóstica e a(s) conduta(s) clinica(s) terapêutica(s) mais adequada(s):

  • A.

    Provável insuficiência cardíaca. Solicitar ECG e ecocardiografia. Prescrever nistatina para candidose oral.

  • B.

    Tuberculose pulmonar. Solicitar fibrobroncoscopia com lavado alveolar para elucidar diagnóstico.

  • C.

    Pneumonia adquirida na comunidade. Prescrever cefalosporina. Tratar candidose oral.

  • D.

    Provável pneumonia fúngica. Iniciar anfotericina B.

  • E.

    Pnemocistose. Iniciar terapia com sulfametoxazol e trimetropin. Tratar candidose oral.