Medicina Especialidade Intensiva

Uma paciente com sessenta e sete anos de idade foi admitida na UTI, com quadro de coma de origem mal definida. Familiares relataram que a paciente não tinha história de comorbidades, exceto quadro de carcinoma de mama, motivo pelo qual havia sido submetida à mastectomia radical há um ano, permanecendo restrita ao leito nos últimos dois meses. Familiares relataram também que, antes do diagnóstico oncológico, a paciente era mãe e avó proativa. Há cerca de três semanas, iniciou-se quadro de poliúria, polidipsia, anorexia, náuseas e vômitos, fraqueza muscular, acompanhado de confusão mental e sonolência progressiva até que ela não pôde mais ser acordada. O exame físico revelou uma paciente emagrecida, desidratada, discretamente hipertensa e em coma moderado ECG = 10 (verbal = 2; ocular = 3; motora = 5) acompanhado de hipotonia muscular generalizada, sem rigidez de nuca ou sinais localizatórios. Líquor e TC de crânio mostraram-se inespecíficos. Os exames laboratoriais apresentaram os seguintes resultados: Na = 147 meq/L; Htc = 30,0; HCO3 = 29 meq/L; cálcio total = 19,3 mg%; fósforo = 2,5 mg%; magnésio = 1,5 meq/L; ureia = 102 mg%;creatinina = 1,7 mg%; glicemia = 130 mg%.

Diante do quadro clínico apresentado, é correto afirmar que o estado neurológico atual da paciente em questão consiste em

  • A.

    metastatização do carcinoma mamário para sistema nervoso central.

  • B.

    estado demencial avançado.

  • C.

    estado hiperosmolar relacionado à diabetes não insulinodependente, associado à insuficiência renal aguda.

  • D.

    desidratação acompanhada de insuficiência renal aguda prérenal.

  • E.

    hipercalcemia severa relacionada ao carcinoma mamário.