Medicina Perícia Criminal Médico Legista/Necrotomista

O Code d’Instruction Criminalle, promulgado por Napoleão em 1808, corroborou o fim das práticas jurídicas secretas e inquisitoriais realizadas até então, na França, dando início ao processo penal. Tomava consistência a medicina pública na França, onde os médicos oficiais eram responsáveis tanto por pareceres para a justiça como pela implementação de medidas de saúde pública. Progressivamente, diversos países que assumiram a França como modelo avançaram nessa questão. No decorrer do século XIX, as grandes descobertas no campo da física, química e biologia começaram a ser incorporadas à medicina legal, o que motivou a denominação de “era de ouro da medicina legal” dada a esse século. Na Europa, grandes nomes de médicos legistas puderam ser correlacionados a esse período, como Foderé, Orfila, Devergie, Tardieu, Brouardel, Lacassagne, Legrand du Saulle, Etienne Martin, Balthazard, Thoinot e Vibert, na França; Hoffman e Paltauf, na Áustria; Strassman e Casper, na Alemanha; Carrara e Borri, na Itália; Taylor, na Inglaterra. No final do século XIX, a medicina legal na Europa já era área de atuação específica, tendo se desvinculado da chamada higiene.

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir, com relação a aspectos históricos da medicina legal.

Paltauf, grande legista da escola francesa do século XIX, ao estudar o afogamento, descreveu áreas com lesões de cor avermelhada, de contornos esmaecidos, por hemólise e putrefação inicial, vistas por transparência na pleura de afogados em água doce.

  • C. Certo
  • E. Errado