Medicina Especialidade Medicina do Trabalho

Marcos, do sexo masculino, 35 anos de idade, casado, procedente e morador de São Paulo, relatou que, em 2001, após ser realizada radiografia de tórax, apresentou nódulo de pequeno tamanho em terço superior de hemitórax esquerdo. A tomografia computadorizada na mesma ocasião não mostrou alterações. Não havia procurado nenhum serviço até o ano de 2006, quando então repetiu a radiografia, que apresentou o mesmo nódulo, sem alteração. Durante o período de 1989 a 2000, trabalhou como polidor, cortador e acabador. De 2001 a 2006, era motorista. Queria saber se o nódulo que apresentava no pulmão tinha relação com seu trabalho e se poderia continuar trabalhando. Entre os antecedentes importantes, menciona tuberculose pulmonar no passado. Em visita ao local de trabalho, realizada em 30/1/2006, foi observado que, na época em que exercia a função de cortador, era responsável pelo corte das peças em máquina umidificada; depois, usava uma politriz também umidificada e terminava o acabamento em uma máquina sem umidificação, que possuía como proteção um sistema de ventilação local exaustora. Para todas as funções, eram usados como protetores auriculares um do tipo plug e do tipo concha, além de máscaras contra poeiras e névoas testadas pela Fundacentro e aprovada pelo Ministério do Trabalho. Foi observado que a marmoraria em que Marcos trabalhava apresentava adequadas condições de trabalho, com boa limpeza do local, pouca formação de poeira no ambiente, fornecimento correto de equipamentos de proteção individual e controle médico anual adequado de seus funcionários.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

  • A.

    Considerando que o nódulo não mostrou alteração em quatro anos, que há um antecedente de tuberculose pulmonar e que o paciente não apresentou nenhum sinal clínico de doença, o diagnóstico deve ser estabelecido como sequela de tuberculose pulmonar.

  • B.

    Mesmo que o nódulo não tenha sido alterado, fica claro que houve exposição a aerodispersíveis (sílica) e que se trata, portanto, de uma pneumoconiose.

  • C.

    A associação entre pneumoconiose e tuberculose é muito comum, e, nesse caso, o tratamento apresenta-se bastante difícil, pois essa associação leva à resistência bacteriana aos quimioterápicos.

  • D.

    Provavelmente se trata de um mero achado que não guarda nenhuma ligação com tuberculose e penumoconiose, pois não foi realizado o teste de PPD.

  • E.

    Pelo fato de Marcos ter se afastado da atividade, durante o período em que foi motorista, provavelmente a pneumoconiose estabilizou-se.