Medicina Especialidade Obstetrícia

Paciente com 32 anos, nuligesta, sempre usou como método anticoncepcional o preservativo masculino. Chega à consulta com queixa de dismenorreia de forte intensidade, que atrapalha as atividades habituais, alcançando a nota 7 em 10, na escala visual analógica. Relata que tem dismenorreia desde a menarca, mas, há 4 anos, os sintomas pioraram, e há 1 ano, associaram-nos à menorragia. A paciente também relata dispareunia de profundidade, há 4 anos, e que piora com o orgasmo. Durante o exame físico, notouse ao toque vaginal presença de nódulo espessado, pouco móvel, muito doloroso, presente na região retro-uterina, além de dor ao mobilizar o útero. Tem citologia oncótica normal realizada há 9 meses, além de o colo estar epitelizado e haver presença de leucorreia, em grumos, sem odor nas paredes vaginais. Também apresenta ultrassonografia transvaginal normal realizada há 2 meses. Sobre o caso, assinale a alternativa correta.

  • A.

    O diagnóstico é Doença Inflamatória Pélvica Aguda (DIPA), e deve-se iniciar o tratamento com Doxiciclina 100mg VO a cada 12 horas, por 14 dias.

  • B.

    O diagnóstico é abscesso pélvico, devendo-se proceder com internação e antibiótico terapia.

  • C.

    O diagnóstico é vaginite associada à dismenorreia primária, devedo-se tratar a vaginite com nistatina e não são necessários exames adicionais.

  • D.

    O diagnóstico é dismenorreia secundária que, provavelmente, está relacionada à endometriose profunda infiltrativa. A ressonância nuclear magnética de pelve ou a ultrassonografia especializada, com preparo intestinal, é necessária para estadiamento da doença e programação do tratamento.

  • E.

    O exame físico sugere Câncer de Colo do Útero. O estadiamento é clínico e deve-se proceder com nova coleta de citologia oncótica e encaminhar ao ambulatório de genitoscopia.