Medicina Especialidade Psiquiatria

João tem 22 anos e apesar de na infância ter tido um comportamento arredio, com poucos amigos, desenvolveu-se bem nos estudos e atualmente vinha cursando faculdade de administração à noite e trabalhando em um escritório durante o dia. Há um mês interrompeu contra a vontade um namoro longo. Segundo seus familiares, nada havia de anormal ou que causasse preocupação no comportamento de João nos últimos meses ou dias. No sábado à noite, depois de ter trabalhado o dia inteiro, João foi a uma festa com amigos, chegando em casa por volta das 5 horas da manhã. Ao cruzar com João nesse momento, seu irmão notou que ele estava estranho, mas não deu maior importância a esse fato. No domingo, ao acordar, não tendo encontrado João em casa, foi procurá-lo na praia. Achou-o bem mais tarde, sentado na areia, com o olhar perdido e dizendo que não voltaria para casa, pois "havia compreendido tudo, que havia uma trama para matá-lo". Quando o irmão insistiu para trazê-lo de volta, João ficou agressivo e começou a xingá-lo dizendo "Você faz parte do complô, "eles" me disseram". Além disso, fazia gestos com as mãos como se quisesse afastar objetos que estivessem a sua frente. Dado o crescente de agressividade, agitação, insônia, pensamentos desordenados e comportamento inadequado, um médico foi chamado, constatando ao exame físico, midríase, taquicardia, sudorese e hipertensão leve. Com esse quadro, João foi internado em uma clínica psiquiátrica, na qual foi medicado e de onde saiu quinze dias depois aparentemente em completa recuperação, retomando os seus estudos e trabalho. Frente a esse quadro e essa evolução, a primeira hipótese diagnóstica a considerar seria:

  • A.

    Esquizofrenia paranóide.

  • B.

    Transtorno esquizofreniforme.

  • C.

    Transtorno psicótico induzido pelo uso de substância psicoativa.

  • D.

    Transtorno bipolar do humor, fase maníaca.

  • E.

    Reação aguda ao estresse.